sábado, 12 de dezembro de 2015

Capítulo 13 - Penúltimo

Pov. Vanessa
Já era noite e o Austin ainda não tinha voltado, por um lado era bom afinal eu estaria livre de qualquer coisa que ele tentasse fazer, por outro o pânico de ficar em um lugar que não fazia ideia de onde era me dominava. Passei o resto do dia tentando abrir aquela maldita porta, mas foi em vão. Confesso que deveria ao menos ter andado com uma turma mais da pesada, dessas que invadem lojas e se eu tivesse feito isso já teria aberto essa porta há muito tempo, eu estava sentada na cama quando a porra daquela porta abriu e ele entrou a trancando novamente.
- Aqui. –ele falou estendendo o braço para que eu pegasse a sacola em sua mão.
- Estou sem fome. –mentira eu estava com fome, mas nem morta iria comer qualquer coisa que fosse entregue por ele.
- Olha que ficar com fome pode fazer mal pro seu filho. –ele falou com um sorriso idiota no rosto.
- Um dia sem comida não vai mata-lo.
- Hudgens, Hudgens. –ele falou segurando forte no meu braço.
- Tá me machucando. –falei tentado não chorar.
- Isso de gravidez foi apenas uma desculpa só pra fugir do que ia acontecer aqui mais cedo não foi? –ele apertou mais e esperou uma resposta. –Responde! –ele gritou fazendo com que eu pulasse de susto.
- Não. –falei em um sussurro.
- A verdade porra. –ele gritou novamente dessa vez tirando a arma da cintura e apontando para o meu rosto. Eu não respondi, não tinha mais o que dizer ou pra onde fugir, ele sorriu satisfeito ao ver o medo tomar conta do meu corpo. – Então vamos nós divertir um pouco. –ele me jogou sobre a cama, colocou a arma em um criado mudo ao lado da cama e começou a se despir. Aproveitei um momento de distração dele e peguei a arma apontando-a na sua direção.
- Fica longe de mim. –falei tentando fazer uma voz ameaçadora o que foi totalmente fail já que ele começou a rir.
- Você nem sabe como usar uma dessas. –ele falou rindo. O pior é que ele tinha razão, não adiantava nada tê-la em minhas mãos sem ter nem ideia de como usa-la. – E mesmo que soubesse não teria coragem. –nisso ele estava enganado. Em um ato rápido ele tomou a arma da minha mão a colocando no mesmo lugar de antes, segurou firme em minha cintura e colando nossos corpos.
- Me solta Austin. –tentava a todo o custo empurra-lo.
- Hoje você é minha morena. –ele falou com um sorriso nojento nos lábios e beijando meu pescoço. Eu me debatia nos braços dele o que não adiantava muito, ele começou a rasgar a minha roupa ate me deixar completamente nua.
- Me solta, por favor, Austin não faz isso. –deixei as lagrimas rolarem e sem dó ou piedade um tapa foi dado no meu rosto.
- Cala a boca. –ele gritou apontando o dedo pro meu rosto. Ele de alguma forma rápida conseguiu me por deitada na cama com as pernas abertas e sem que eu esperasse começou a penetrar. Não, não era excitante e os gritos que eu soltava não era de prazer e sim de dor ele estava realmente me machucando, mas não estava nem ai pra isso, de alguma forma e eu não sei como ele sentia prazer com essa transa forçada. Ele segurava firme em um dos meus seios isso só serviu para que os gritos de dor aumentassem, ele parou com as estocados me colocando de quatro sobre a cama e sem que eu esperasse mais uma vez ele voltou a estocar forte e fundo dessa vez. As dores só aumentavam a cada movimento que ele fazia e pra piorar a situação começou a puxar meu cabelo quando atingiu seu clímax saiu de dentro de mim e me empurrou fazendo com que eu caísse deitada sobre a cama, ele apenas levantou vestiu e saiu.
Eu estava me sentindo pior que lixo, estava com nojo de mim mesma, nojo por ter sido permitida a ser tocada por alguém contra minha vontade. Meu corpo por inteiro doía e principalmente minha intimidade, eu só queria morrer aqui e agora, eu me sentia suja. Levantei ainda sentindo dores e com uma certa dificuldade, segui para o banheiro e me tranquei ali, liguei o chuveiro e entrei por completo debaixo do mesmo esperava que de alguma forma a água levasse aquela sensação de sujeira embora, minhas lagrimas se misturaram a agua e a única coisa em que eu pensava era que se eu morresse seria melhor. A morte agora cairia ate que bem, resolveria os meus problemas nesse momento.
Fique em baixo daquele chuveiro por horas, tomei um banho atrás do outro e me permite a me dá um surra, eu batia forte no meu próprio rosto, batia forte nos braços e nas minhas pernas, marcas de unhas ficaram sobre a minha pele que antes era branca e agora estava vermelha e não demoraria nada para que ficasse com marcas rochas. Porem nada disso aliviou o ódio que eu sentia de mim mesma, desliguei o chuveiro e parei em frente a pia encarando meu reflexo no espelho eu estava completamente rocha e machucada com os próprios arranhões que eu mesma tinha feito pelo corpo em alguns lugares a força usada foi tanta que o sangue se misturava com as gotas de agua que estava no meu corpo.
Fique ali me encarando por alguns segundos em um surto eu soquei o espelho
que se espatifou na mesma hora, não sei da onde eu tirei forças pra aquilo talvez a raiva tivesse me ajudado para fazer tal coisa, minha mão estava lavada em sangue dos cortes que consegui por fazer tal coisa. Voltei para debaixo do chuveiro dessa vez tentando fazer com que os cortes em minha mão parassem de sangrar e quando finalmente consegui eu tomei um  outro banho, quando terminei vesti um roupão que tinha ali e rezei mentalmente para que no guarda-roupa tivesse algo para vestir e por sorte eu achei uma roupa minha por sinal, um short e um  casaco, vesti e antes de me jogar na cama tirei os lenções que estavam ali os jogando no canto do quarto, voltei para cama sentei completamente encolhida segurando os meus joelhos e comecei a chorar novamente.




*****

Pov. Zachary
Eu já tinha atravessado praticamente a cidade atrás da casa dessa tal pessoa e confesso que estou ficando sem paciência, afinal Selena só respondia com um “ele é meu amigo”.
- Por quanto tempo mais eu tenho que dirigir? A porra dessa casa não chega nunca? –perguntei estressado e com o tom de voz alterado.
- Chegamos. –ela falou apontando para uma casa que estava um pouco mais na frente.
- Finalmente. –parei o carro em frente à casa e desci. Selena passou por mim e eu apenas a segui, ela tocou a campainha e não demorou para que um garoto aparentemente da mesma idade ou talvez mais novo que ela aparecesse na porta.
- Oi Josh. –ela sorriu e o abraçou.
- Oi. –ele falou sem graça. –Hoje é dia de visitas das  irmãs Benson Gomez? –ele falou abrindo mais a porta e dando passagem para que Selena, eu e Giovanna entrasse.
- Como assim? –Selena franziu o cenho e virou para olha-lo.
- A Ashley também esteve aqui.
- Para? –ela perguntou meio confusa.
- Sel vamos ao que realmente interessa?  -falei lembrando do real motivo por estarmos aqui.
- Esquece, eu preciso que você nós ajude.
- Se estiver ao meu alcance.
- Preciso que você rastreie esse numero. –ela estendeu o braço mostrando o numero de Vanessa que estava no seu celular. –Preciso saber o endereço.
- Por que o interesse nessa garota? –ele perguntou alternando os olhares entre mim, Selena e Giovanna. – Além da Ashley e vocês tem mais alguém atrás dela?
- A Ashley veio aqui pra isso? –eu perguntei o olhando.
- Sim, eu já tenho endereço.
- E tá esperando o que pra entregar? –falei meio nervoso.
- Uma explicação? –ele perguntou como se fosse obvio. –A Ashley tagarelou, mas não disse o porque.
- Ela foi sequestrada e precisamos acha-la. –Selena resumiu.
- Isso não é trabalho da policia?
- Garoto você vai ou não passar a porra do endereço? –falei alto e avançando na direção dele e para que eu não fizesse nada a mais do que isso Selena ficou no meio.
- Claro. –ele falou e saiu subindo a escada não demorou muito e voltou com um pedaço de papel nas mãos. –Aqui. –peguei o papel das mãos deles e li o endereço.
- Vamos. –falei voando em direção à porta. –Temos que voltar. –sai em direção ao carro e só ouvi Selena gritar algo como “Obrigada Josh, te devo essa.”
Dei a partida e dirigi o mais rápido possível, o lugar não ficava muito longe de onde Vanessa morava.


*****

Pov. Vanessa
Eu já não tinha mais lagrimas ou forças pra chorar, meu corpo inteiro doía e principalmente a minha mão direita que estava cheia de cortes por conta do murro que havia dado no espelho. Minha cabeça doía de tal forma que eu realmente achei que ela iria explodir, por sorte minha Austin ainda não tinha voltado e pelo visto isso ele não voltaria mais, pensava a todo momento nos meus pais que a essa hora devem está loucos com o meu sumiço, pensava no quão nervoso Zachary estaria e com certeza a ponto de matar o Austin se o visse na sua frente e sinceramente? Eu seria completamente grata a ele se ele me fizesse esse pequeno favor, Selena deveria está surtando por dentro pensando milhões de coisas, mas por fora estaria aparentemente calma. Já a Ashley é difícil dizer quando eu  acho que ela surtaria, fizesse showzinho ela mantinha a calma e quando ela tinha que manter a calma surtava.
Estava quase pegando no sono quando ouvi passos vindos do corredor se aproximando da porta, “Ótimo ele voltou”.
- Ela só pode está em um desses apartamentos. –ao ouvir aquela voz meus olhos se encheram de agua, ele finalmente tinha me achado, eu finalmente estava a salva. Dei um pulo da cama e segui para porta, bati e gritei pelo nome dele.
- Aqui Zac! –gritei e pelo visto deu certo.
- V? Você esta bem? –ele perguntou do outro lado.
- Só me tira daqui. –falei com a voz embargada.
- Se afasta que eu vou tentar derrubar a porta ok?
- Ok. –me afastei da porta e com alguns chutes Zachary colocou aquela porra no chão. Corri ate ele e o abracei com toda força que restava no meu corpo. –Graças a Deus você me achou. –falei chorando e o apertando cada vez mais contra o meu corpo.
- Acabou meu amor. –ele depositou um beijo em meus cabelos. –Eu estou aqui e não vou permitir que mais nada aconteça com você.  –ele se afastou e depositou um rápido selinho nos meu lábios e quando se afastou notou o quanto estava roxa. –Eu vou matar aquele covarde. –ele falou me encarando.
- Vamos embora, por favor. –pedi entre os soluços.
- Ela tem razão Zachary. –Giovanna que antes estava na porta entrou. –Vamos antes que ele volte.
- Vamos. –ele segurou Vanessa pela cintura e seguiu para a porta.
- Logo agora que eu cheguei meus convidados já estão de saida? – Austin falou parando na porta e retirando uma arma da cintura apontando para eles, Zachary deu alguns passos pra trás porem continuou agarrado na cintura de Vanessa. –Que bonitinho. –ele sorriu. –O príncipe salvando a princesa. –ele olhou para Vanessa e depois para Zachary. –E com ajuda de uma puta arrependida. –ele se referiu a Giovanna.
- Por favor, Austin deixa a gente  ir. –pedi entre os soluços. Ele estava armado e apontava aquela porra sempre pra mim ou pro Zachary, eu ainda estava sendo segurada firme pela cintura e isso me deu apenas a certeza de que Zachary não fosse dá uma de herói.
- Deixar vocês irem? –ele riu alto.
- Austin… –Giovanna começou a falar, mas logo parou.
- Cala a boca! –ele gritou e apontou a arma na direção dela. –Eu deveria ter matado você quando tive a oportunidade.
- Por que e pra que isso tudo Austin? –o olhei.
- Eu passei cinco anos da minha vida te amando, cinco anos da minha vida te desejando como minha namorada e tudo o que você fez foi só dormi comigo uma vez e nunca mais olhar na minha cara. –ele falou me olhando fixamente. –E do nada você volta a falar comigo só pra me usar, só pra fazer ciúmes nesse professor filho da puta.
- Eu fico com você. –respirei fundo. –Não é isso que você quer?
- Não mais. –ele secou uma lagrima do rosto. –Eu vou matar primeiro…. –ele alternava a direção da arma entre mim, Zachary e Giovanna. – Você. –ele parou na direção de Zachary. –Será divertido ver as duas apavoradas enquanto eu atiro na sua cabeça. –ele disparou e sem pensar duas vezes eu simplesmente me joguei na frente de Zachary.
Com o impacto eu acabei caindo sobre os braços de Zachary que me segurou firme, acho que o tiro atingiu meu peito afinal é nele onde sinto toda a dor. Eu cai de olhos fechados e meio drogada vamos dizer assim, por mais que eu quisesse ou fizesse força para abrir os olhos era impossível, era como se eu estivesse dormindo mas pudesse ouvir tudo o que acontecia ao meu redor e foi quando eu escutei um segundo disparo.
Depois eu não vi mais nada, lembro apenas de estar deitada, mas em movimento, eu estava em uma ambulância eu acho. Alguma coisa estava sobre o meu rosto e mesmo grogue eu consegui vê-lo ali, e os olhos dele foi a única coisa que eu vi antes de apagar de vez.
Eu realmente queria abrir meus olhos, mas eles pareciam pesar uma tonelada. Senti dores pelo corpo como se tivesse sido atropelada, eu só queria dormi mais um pouco, porem eu queria acordar, queria me mexer porque a sensação que tivesse era de estar assim deitada por anos.
Forcei para abrir meus olhos e no mesmo instante me arrependi, a luz forte do sol junto com a cor branca é uma péssima combinação para os olhos, fechei novamente dessa vez com uma certa força e os abri novamente, a única coisa que eu vi foi os meus pais saindo do quarto.
- Vamos apenas tomar um café se ela acorda nós chame ok? –ouvi o tom de voz preocupado da minha mãe.
- Pode deixa dona Gina. –ele falou e involuntariamente um sorriso bobo se formou no meu rosto. Ele virou e sorriu ao ver que eu o olhava.
- Você acordou. –ele falou baixo e se aproximando de mim. –Pensei que iria me trocar pelo sono.
- Não te troco por nada nessa vida. –o olhei nos olhos. –Há quantos dias estou aqui?
- Três. –ele se apoiou na cama aproximando seu rosto do meu.
- E pela sua cara de quem morreu e esqueceu de ser enterrado, você não saiu daqui não foi?
- Estava de olho no que é meu. –ele sorriu e depositou um selinho em meus lábios.
- Vai mesmo ter a coragem de me beijar depois de três dias apagada?
- Mesmo com bafo e com cara de morta, você continua gostosa.
- Idiota. – falei rindo e lhe estapeando.
- O seu idiota. –ele segurou em meus braços me prendendo sobre a cama.
- Só meu? –o olhei e seus olhos brilhavam, de alguma forma que não sei como ele já estava em cima de mim.
- Eternamente e exclusivamente seu. –ele abaixou e parou no meu ouvido. –Todo seu. –sussurrou e mordeu o modulo de minha orelha.
Sorri que nem uma idiota e me ergui um pouco para colar nossos lábios. Era um beijo calmo e apaixonante, sem segundas intenções ate por que o local não ajudava muito.
- Opa. –a voz de uma enfermeira ecoou pelo quarto e Zachary saiu de cima de mim parando ao meu lado. –Vamos só com mais um pouco de calma? –ela falou sorrindo e eu senti minhas bochechas ficarem vermelhas.
- Desculpe. –sussurrei sem graça e Zachary ria da situação.
- Eu não vou contar pra ninguém. –ela falou rindo e ai sim minhas bochechas arderam mais. –Eu vou chamar o doutor e acho que você já pode ter esperanças de se ver livre desse quarto. –ela sorriu simpática e saiu.
- E você ainda rir? –olhei pra Zachary que ria alto.
- E tem como não rir vendo você, justo a Vanessa Hudgens ficar com vergonha?
- Idiota. –falei revirando os olhos.
- Que você ama. –ele se apoiou na cama novamente.
- Convencido. –o encarei.
- E vai negar? –ele aproximou seu rosto do meu. –Por que eu te amo.
- Eu te amo. –falei e colei nossos lábios novamente.


****

Eu finalmente sai daquele hospital e claro milhões de recomendações foram feitas, afinal por pouco e muito pouco mesmo o tiro não atingiu o meu coração, eu só queria lembrar do que aconteceu mas era impossível a única coisa que lembro foi de ser atingida e dos olhos de Zachary sobre mim e mais nada.
A recomendação do medico era que eu ficasse de repouso em casa, mas na boa mesmo era impossível eu passei três dias apagada em um hospital e quando finalmente me vejo livre teria que ficar presa em casa? Não mesmo passou da hora da minha vida voltar a funcionar. Na manha seguinte a minha saída do hospital eu levantei no horário de sempre, tomei um banho, fiz minhas higienes matinais e me arrumei, assim que desci fui direto pra cozinha dando de cara com meu pai que terminava seu café da manha.
- Bom dia pai. –falei sorrindo largo e o abraçando.
- Bom dia pequena. –ele sorriu e depositou um beijo no meu rosto. –Você não tinha que ficar de repouso em casa? –ele falou me olhando.
- Sim, mas eu estou bem e não vejo mal nenhum em ir pra aula.
- Deixa só sua mãe descer e vê você ai toda arrumada quase saindo. –ele terminou de beber o resto do suco e levantou, colocou o copo na pia e parou do meu lado. –Só tome cuidado e se não se sentir bem venha direto pra casa. –assim que terminou de falar abaixou e beijo o topo de minha cabeça. –Tchau princesa.
- Tchau. –falei sorrindo e o acompanhando com o olhar enquanto ele saia pela porta da cozinha.
Terminei meu café da manha e por sorte a minha querida e linda mãe não havia acordado, peguei minha mochila e sai o mais rápido possível. Fui andando mesmo, estava sentido falta de fazer esse percurso andando passei em frente a casa de Selena e Ashley mas estava tudo fechado. Andei por mais alguns minutos e finalmente cheguei na frente do colégio, estava diferente, a expressão das pessoas eram tristes, aquela gritaria e conversas não estavam presentes preenchendo o silencio, o grupo de amigos de Austin pela primeira vez não estavam juntos e a cada passo dado por mim passando por algumas pessoas elas começavam a falar alguma coisa que nem fiz questão de saber. Continuei andando e rezava mentalmente para que Selena ou Ashley desse algum sinal de vida, andava pelos corredores em direção ao meu armário e sorri aliviada ao vê-lo andando na minha direção.
- Por que você esta aqui? –ele perguntou me olhando.
- Porque eu não estava mais aguentando ficar presa. –fiz um bico fofo e ele riu. Os corredores não estavam tão cheios como de costume. –E por que todo mundo fica me olhando? –falei quando duas garotas passaram por mim dizendo algo.
- Conversamos depois ok? –ele desconversou e isso queria dizer que tinha sim alguma coisa acontecendo.
- Ok. –concordei afinal nada faria com que ele falasse. –Nós vemos na saída então?
- Sim, almoçaremos juntos e ai conversamos.
- Tá bom. –o olhei e sorri fraco. –Ate mais então. –ele olhou para os lados certificando-se se os corredores não estavam muito movimentado, apesar de todos saberem do nosso relacionamento, sempre tinha um ou outro dizendo o quanto eu era beneficiada, por isso nós sempre tinhamos o cuidado de demonstrar algum tipo de carinho por ali.
Maldita hora em que eu realmente achei que sair de casa pra tentar voltar a minha rotina seria uma boa ideia. Ficar presa em uma sala, com aula de matematica, com todos te olhando torto e pra melhorar sem minhas amigas aqui estava ficando insuportavel.
- Senhor Rubens. -o chamei em um tom de voz baixo parando em frente a sua messa.
- O que deseja senhorita Hudgens? -ele falou me encarando.
- Não estou me sentindo bem. -forçei uma cara de quem estava sofrendo. - Será que posso sair um pouco?
- Claro. -ele forçou um sorriso e eu sai logo em seguida.
Caminhei ate os fundos do colegio e enquanto andava tentei sem sucesso falar com Selena ou Ashley porem nenhuma delas atendia o celular. Assim que cheguei vi três garotas todas bebiam, fumavam e conversavam, conversa essa em que eu consegui escutar uma boa parte.
- Claro que foi culpa dela. -a mais baixinha falava. - Provavelmente o cara se declarou e ela não deu a minima.
- E isso lá é motivo pra ele ter feito o que fez? -a menina que tinha umas mechas azuis falou enquanto soltava a fumaça do cigarro.
- Concordo. -a ruiva se pronunciou. - A garota deve ter sofrido horrores na mão do Austin, seja lá quem o matou fez um favor pra morena lá.
Então o Austin tinha morrido? E todos achavam que eu era culpada? Eu só quero lembrar o que realmente aconteceu, e se a minha linda memoria não fazia esse trabalho sozinha o Zachary teria que me contar tudo o que tinha acontecido depois que eu simplesmente apaguei.

Zachary estava dando aula, foda-se eu precisava realmente falar com ele. Caminhei  ate a sala do primeiro ano em que ele estava e parei na porta, porem de uma forma que só ele conseguia me ver.
- Eu já volto. –ele falou enquanto andava na minha direção. –Aconteceu alguma coisa? –ele perguntou preocupado, com certeza minha cara não era uma das melhores.
- Precisamos conversar. –o olhei seria.
- Agora? Eu tô dando aula.
- Se fosse pra falar depois eu não estaria aqui. –falei com ignorância maior que a necessária e ele me olhou com uma sobrancelha arqueada. –Desculpa. –falei fazendo um bico. –É que eu preciso mesmo falar com você e agora.
- É melhor você ir pra casa ok? –ele esperou provavelmente por um “Ok”, mas eu apenas o olhei. –Assim que eu sair eu vou à sua casa e ai sim podemos conversar a vontade ok?
- Que seja. –dei as costas e sai.
Voltei pra sala e peguei meus pertences, não foi difícil ir pra casa afinal depois do que aconteceu eu nem deveria está aqui. Tentei sem sucesso falar com uma das garotas, como o meu caminho de volta pra casa exigia que eu passasse em frente a casa dela eu tentei arriscar e ver se tinha alguém casa. Toquei a campainha insistentemente, mas nem sinal delas, procurei a chave que ficava em baixo do tapete, mas ela não estava lá.
- A Selena acabou de sair. –um menino de dez anos no qual eu me lembro de ter visto o mesmo espionando a Sel algumas vezes falou parando a bicicleta. –Não faz muito tempo acho ate que ela foi pra sua casa.
- E por que você acha isso?  -desci os poucos degraus e parei na sua frente.
- Ouvi ela falando no celular alguma coisa do tipo “Não, eu não vi a Vanessa e estou indo lá agora.” –ele tentou imitar o tom de voz dela.
- Obrigada pela informação pirralho. –falei sorrindo fraco.
- De nada morena gostosa. –WHAT? “morena gostosa”?
- Vê se cresce garoto. –falei o olhando e rindo alto.
- Um dia eu vou crescer.
- E ate lá já estarei casada e com filhos.
- Eu gosto de mulheres mais velhas. –ele falou como se fosse realmente um garoto da minha idade.
- Se enxerga menino. –dei um leve tapa em sua cabeça e sai antes que eu levasse mais uma cantada de um pirralho. Não demorei muito e logo estava em casa, Selena estava sentada no pequeno muro que tinha ali e sua cara não era muito boa.
- Até que enfim você chegou. –ela falou me olhando.
- Onde você estava? Passei praticamente a manha inteira te ligando.
- Em choque eu acho. –ela fez um bico.
- Oi?
- Achei isso no quarto da Ashley. –ela falou estendendo a mão onde segurava uma carta. –Ela deixou uma pra você e uma no meu nome.
- E onde ela está? –falei pegando o envelope.
- Eu não sei. –ela falou com a voz embargada começando a chorar.









Hey meninas,volteii uhuull dessa vez não demoreii tanto né kkkk
Bom queria dedicar esse capítulo as lindas Rafaela Diniz e a Ponny que sempre estão aqui me acompanhando e me incetivando sempre obrigada viu Amo Vocês
Bom é isso até qualquer hora 
xoxo

2 comentários:

  1. Não acredito que já é o penúltimo capítulo
    Foi a Ashley que matou o Austin???
    Continua logo amr
    Tbm amo vc ♡♡♡
    Xx

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  2. Tenho quase certeza q foi a Ash q matou o FDP do Austin. Nossa ja chegamos no penultimo cap vc vai fazer uma segunda temporada ou vai so botar o epilogo?
    Q linda vc sempre vou apoiar te amo tbm
    Xoxo

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